Aí, eu virei e falei..

mais um ano chega ao final

Publicado por: Carou em: 31 dezembro, 2009

E mais um ano estou com preguiça de escrever sobre isso. Mas.

Para resumir 2009, posso dizer que fui da plena alegria para o fundo do poço que parecia não ter fim.

Perdi para a vida, e perdi para a morte. Balancei a chamada árvore das amizades, caíram as podres; e as boas se tornaram mais fortes. Emagreci até o que não podia, depois recuperei o que não deveria. Da noite para o dia consegui um emprego novo, numa área nova e virei consumista. Fui assaltada, chorei até quase secar, e pela primeira vez achei que fosse desmaiar.

Um ano com altos e baixos marcantes, um ano de extremos.

Exagerado como eu, mas que já passou da hora de terminar.

Que 2010 me traga as conquistas materiais que almejo, mantenha os amigos de sempre, e se for eu para sofrer que seja para perceber que a vida se renova e trata de levar aquilo que já não serve. Que fique o que for de verdade, o que for para ser, e tudo o que eu merecer.

a tal da gratidão

Publicado por: Carou em: 23 outubro, 2009

As coisas precisam ter sequência. Não que isso aconteça sempre ou que tenha obrigação de ser assim, mas desta forma fica mais fácil entender.

Pode levar algum ou muito tempo, mas uma hora passa a ter sentido. Geralmente, odeio esse advérbio acontece algo ruim, para que depois venham coisas boas. Seria melhor que só viessem coisas boas, mas enfim.

Como podem perceber, meus textos anteriores são um tanto quanto depressivos, um reflexo de mim.

Hoje, exatamente dia 23 de outubro de 2009, eu me senti plena como há muito não sentia. Esta semana comecei um trabalho novo, a Mariana foi a primeira a saber porque estava falando com ela no momento da notícia, encontrei a Luiza por acaso na porta da faculdade antes do meu dia de estreia, recebi uma ligação do Kiill no meio do expediente, e antes dele, uma mensagem da Caroline me desejando boas vibrações.

Coisas simples assim. Mas tudo tão natural, sem avisos prévios do tipo ‘ah, amanhã te ligo’.

Coisas simples que me fizeram sentir uma imensa gratidão à vida, às pessoas que tive a chance de conhecer e carregar comigo.

Publicado por: Carou em: 12 outubro, 2009

O que dói não é ter que reinventar o futuro ou desistir do passado. Dói é ter que arrancar cada plano de dentro de nós. Dói ter que mudar o nome dos sonhos. Dói ser obrigado a assistir o tempo passar porque não nos resta mais nada a fazer. E embora achemos que esse amor esteja conosco desde sempre, não nascemos amando. E por mais que nunca amemos igual em nossas vidas, a dor de hoje vai se transformar em saudades. Mas não naquelas saudades que cortam e sangram, mas em uma saudade branca e boa de sentir. A saudade dos sonhos irrealizados, não porque as coisas deram errado, mas porque a vida tomou outro rumo. Então, caso esse amor não seja soterrado por um ainda maior (porque algumas paixões ressoam sempre dentro da gente e isso não nos impede de amar outra vez) vamos nos lembrar dele como um capítulo inesquecível de nossas vidas. Talvez o mais brilhante deles. E vamos colocá-lo na mesma prateleira dos nossos desejos de infância e dos nossos sonhos que ficaram para a outra vida. Porque não é vergonha nenhuma deixar algumas pontas soltas. Vergonha é desistir de atá-las algum dia.

para quem interessar

Publicado por: Carou em: 11 outubro, 2009

Sabe quando tudo está bem explicado na sua frente? Você sabe da realidade, está bem ciente disso, mas mesmo assim aquela fantasia impregna em você. Não, eu não espero nada.

Mas sim, espero.

O tempo pra mim ainda não passou. 9 dias? A dor é como se tivesse sido há poucos minutos. Enquanto eu sinto uma vontade incontrolável de estar lá, sempre do seu lado, isso me provoca cóleras inestimáveis. Reluto em sair de perto, quando finalmente consigo, é um alívio. Me sinto bem sozinha. E longe de qualquer coisa que me remeta a você, mas sempre vai ter algo teu em mim, sempre. Por tudo que eu senti por você, e infelizmente ainda sinto, esse colar não sai de mim.

Não é um desejo desesperado de que você volte, nem um masoquismo amargo por ter te perdido. Muito menos algo que me cause culpa. É só a idealização de algo que eu sonhei. Sim, no passado, não espero mais isso. Não espero ser feliz com alguma outra pessoa nesse planeta. Espero conviver pacificamente, mas ser feliz como eu fui, não. Se isso acontecer, que bênção. Foi assim que sempre levei minha vida, esperando o pior.

Sabe, essa conversinha de não querer ter com outra pessoa o que tive com você está sim, mui ultrapassada, mas tenho que admitir que me serve muito bem. Nunca senti isso antes. Mas é assim, a cada dor que passa, sempre virá uma pior.

Imagino eu como será a próxima…

caminhos incertos, destinos opostos

Publicado por: Carou em: 9 outubro, 2009

Entre caminhos, encontro uma razão pra viver de vez em quando.

Me faço de vítima, de mulher, de amante, de errante… Já me transformei em mil por você. Já busquei novas opções sem você. E em algumas delas me encontrei. Já fui menos eu e me senti vazia por isso.

Posso ser qualquer pessoa que eu desejar, basta eu me entregar ao momento. Mas o que me persegue é que eu só consigo ser eu se eu for inteira. Não sei como amar um pouco, sofrer às vezes, chorar quando dá vontade. Só sei amar por inteira, me entregar aos sentimentos, me inebriar com um sorriso, com um olhar, chorar com a alma.

Já me apaixonei por algumas horas, e depois percebi que tinha sido uma ilusão. Já quis que meus sonhos fossem verdade, como todo mundo, mas a minha diferença está na intensidade. Já desejei até que os desejos dos outros que me cercam acontecessem pra sentir a felicidade através deles.

Já me senti muito sozinha mesmo tendo alguém ao meu lado. Já tentei ser menos, mas não dá. Já culpei muitas pessoas pelo meu sofrimento, e não me acho tão errada por isso, sou humana, e a fraqueza às vezes precisa procurar a culpa no outro porque se for em você mesmo, você desaba.

Já chorei tanto que uma parte do amor foi embora. Meu sofrimento dura dois dias. É uma meta que coloquei em minha vida. Ninguém vale mais que dois dias de dor.

Já tentei me focar só em mim, quando meu foco era só você. Já me senti dividida, já tive que me dividir e já dividi alguém com a vida.

Sou meio egoísta com as pessoas que amo. Acho que o amor é algo individual demais, muito subjetivo pra tentar entender como se ama de verdade.

sozinhoO coração é fraco demais pra enfrentar as dores da vida.

A razão nos impõe um bem maior. Mesmo que doa muito agora, daqui dois dias começa a fazer sentido.

Meu maior defeito pode ser o querer exacerbado, ou o amor exagerado, mas minha maior virtude é me entregar por inteiro e nunca ter pedido pra ninguém ir embora pra sempre, porque uma vez que você tire alguém da sua vida pode ser, que por alguma razão, ela nunca mais volte. E aí sim surge o pior sentimento que alguém pode carregar: o arrependimento, e junto com ele a solidão.

velha vida nova

Publicado por: Carou em: 8 outubro, 2009

Mentes vazias, lugares cheios, pessoas que falam sem parar, coisas que não interessam.

Não ao menos no momento, afinal, o que quero está longe demais para tocar com minhas mãos por mais que possa tocar com meus sentimentos. Seria bom se pudéssemos sentir com o corpo os sentimentos, já que eles viajam muito, digamos por léguas e podem, sim, ser percebidos pela parte receptora. Aliás, porque o físico importa tanto? O toque, o cheiro, o olhar, a respiração… por que marcam tanto? Não sei, só sei que é!

Estas coisas me fazem ficar pensando por horas, como seria se fosse diferente, se o teletransporte existisse, se atrás de minha casa tivesse um portal que me levasse para onde meu pensamento quisesse. Eu poderia até prometer não ser tão abusada, e impor limites para as minhas viagens, afinal, me satisfaço com as coisas simples da vida e não peço muito.

Mas porque será que meu coração é tão doido? Por que ele quer só aquilo que eu não posso ter? Não que não possa, mas ao menos agora, não dá. Minha razão entende que não dá, mas meu doido coração não quer entender e se mói por dentro, com sentimento demais, com desejos demais, com vontades demais, com loucuras demais porque ele é intenso em tudo, sempre se expõe ao máximo em tudo que sente, se entrega a um simples gesto de bem querer.

Há quem pergunte porque és tão fechada e não permite que as pessoas cheguem a ti?

Talvez por meu tolo coração ser tão mole a certos gestos. Sem uma carapaça não agüentaria a diversas desilusões. E falando nisto, desilusão é algo que magoa mais que outra coisa, justificativas sem fundo, sim, sem fundo mesmo, ou seja não se entende o porquê, mas temos que aceitar principalmente em se tratando de pessoas porque todas são livres e fazem o que bem entendem. Há quem faça várias peripécias pra conseguir o que quer, e esquece que seu limite termina onde começa o do outro.

Não perco a esperança em uma frase: o que é de cada um está guardado.

Eu acredito, às vezes, até dependendo das circunstâncias desacredito, mas no fundo sei que é assim. Embora eu ache que está demorando pra encontrar o que me pertence, eu quero, e vou encontrar nem que eu tenha que voar muito mesmo não sendo em sonhos para buscar. Eu quero, acredito e vou tê-lo.

O que me encomoda às vezes é o novo. Na verdade nunca gostei muito. Mas às vezes é bom, e por conseqüência dá medo. Medo da rejeição, medo de um novo “não”, medo do desconhecido, medo de mim mesma, medo do que está por vir, medo.

Só que se for assim, não vou me permitir a nada.

E quero encontrar o que é meu de direito, e pra isso preciso me permitir.

veja só se não é culpa da astrologia

Publicado por: Carou em: 21 setembro, 2009

É bem provável que algo de inesperado aconteça sob essa influência. Pode ser algum transtorno súbito, alguma atitude incômoda ou perturbadora: um acidente, uma discussão, uma separação. Atritos e desentendimentos podem facilmente ocorrer agora, e os relacionamentos podem se tornar tensos, pois as pessoas encontram dificuldade em lidar com as restrições mútuas.

Este trânsito indica potenciais rupturas. Assim como em outros aspectos envolvendo o Sol e Urano, estamos querendo romper a rotina diária e precisando de revitalização criativa. Quanto mais conscientemente fizermos isso, melhor. Com consciência, poderemos até descobrir em nós mesmos aspectos valiosos de que nem sequer suspeitávamos.

Precisamos agora encontrar um meio de expressar nossos impulsos de liberdade de um modo não desestruturador. Mas não é de se esperar que tenhamos disciplina e paciência. O mais indicado no momento é tentar detectar o que nos incomoda para fazer as mudanças necessárias.

e a quem mais posso culpar?

noite

Publicado por: Carou em: 1 setembro, 2009

As minhas dúvidas não me deixam, ao menos, sentir sono. Eu penso em deitar, mas logo me levanto. Choro, relembro, tento achar explicação ou alguma falha que me leve a alguma mentira. O ar fica pesado e os meus olhos se afogam nas lágrimas. Já não tenho o que fazer.

para registrar:

Publicado por: Carou em: 27 agosto, 2009

‘(…) apesar das diferenças de níveis de evolução, todos somos iguais. O nosso espírito possui a essência divina que, quando ouvida, nos conduz à felicidade. Por isso, quando mergulhamos nas ilusões, estamos traindo nossa realidade. A vida tenta nos chamar a atenção, colocando pessoas à nossa volta que servem de espelho para que possamos acordar.’

Ninguém é de ninguém -  Zibia Gasparetto, pág 56

lya luft

Publicado por: Carou em: 20 agosto, 2009

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ”Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.